Jñana Mudrá: a sabedoria em suas mãos

Jñana significa conhecimento, em sânscrito. E Mudrá significa selo ou senha. É um gesto simbólico feito com as mãos. Provém da raiz mud, alegrar-se, gostar. Deve ser pronunciado sempre com o “a” tônico, e é palavra do gênero masculino (O Mudrá). Este, portanto, é o Mudrá da sabedoria.
Mãos sobre os joelhos, pontas do indicador e do polegar unidas, de maneira que estes se toquem levemente, os outros dedos alongados. As mãos descansam sobre os joelhos.
A cultura tradicional da Índia nos diz que o dedo indicador representa o Jivatma (alma individual em evolução) e o polegar Paramatma (a Consciência Suprema). Portanto a união destes dois dedos significa a nossa união com a Consciência Suprema.
É um gesto utilizado no Yoga, ao praticar pranayama (exercícios respiratórios) e para meditação, com o objetivo de manter o prana (energia vital) circulando no corpo, evitando que se dissipe completamente.
Este gesto conecta os pólos positivo e negativo (representados pelos dedos indicador e polegar de cada mão), permitindo passar por eles uma corrente de energia vital com baixa amperagem. Apoiados sobre os chakras dos joelhos, que são secundários e responsáveis pelas relações de aprendizagem e ensino, potencializam a flexibilidade em lidar com grandes quantidades de energia.
Na prática feita das 6 às 18 horas (dia), as palmas devem voltar-se para cima (mudrá Surya, ou Sol). Na prática feita entre 18 e 6 horas (noite), voltamos as palmas das mãos para baixo (mudrá Chandra, ou Lua), assim nos alinhamos na frequência da pulsação da natureza, de abertura e recolhimento.